Hoje é o dia da saudade
Palavra constante no meu mundo distante
Sentimento vivante no meu ser vibrante
Não vou falar da infância
Querida época passante
Não vou falar do amor que acabou
Pois pra mim nada restou
Não vou falar dos meus pais
saudade que não acaba mais
Só vou falar de mim
saudade sem fim
um sentimento insano
calor humano
Saudade de poder sair sem ter hora pra voltar
De poder gritar sem ter que me calar
De correr de blusa no meio da chuva
De deitar pra dormir e acordar longe dali
Saudade de beijar sem ter que largar
Passar o dia escrevendo sem ter o que falar
Cantar no chuveiro sem desafinar
Viver uma vida plena
Sem vergonha de chorar
Saudade de ter sem precisar vender
De amar sem precisar cobrar
Correr sem precisar emagrecer
Trabalhar sem precisar mandar
Saudade da verdade
Saudade da amizade
Saudade da irmandade
Saudade da vida...
...sem saudade!
30 de jan. de 2012
29 de jan. de 2012
Pintura na tela
Ventania. Galhos secos ao redor do pasto
Grama amarela de folhas mortas
Um frio que gela a alma
Um medo que tira a calma
Chove forte lá fora
O vidro reflete a lágrima
Que inunda e apavora
No céu apenas nuvens carregadas
Na terra apenas flores machucadas
Nada que venha refletir
A vida que há em mim
Plena escuridão
Um turbilhão de emoção
Não sei o que preciso ser
Pra você compreender
Se um canto de paixão
Ou uma voz sem expressão
Uma estrada para o não
Ou uma verdadeira explosão
Enquanto isso,
A chuva passa
O vento esquenta
a grama renasce
E a solidão aumenta.
Grama amarela de folhas mortas
Um frio que gela a alma
Um medo que tira a calma
Chove forte lá fora
O vidro reflete a lágrima
Que inunda e apavora
No céu apenas nuvens carregadas
Na terra apenas flores machucadas
Nada que venha refletir
A vida que há em mim
Plena escuridão
Um turbilhão de emoção
Não sei o que preciso ser
Pra você compreender
Se um canto de paixão
Ou uma voz sem expressão
Uma estrada para o não
Ou uma verdadeira explosão
Enquanto isso,
A chuva passa
O vento esquenta
a grama renasce
E a solidão aumenta.
16 de jan. de 2012
Sem vão
Os anos passam, correm os dias e as estações
O amor morreu. Já está com o corpo frio no pé da cova.
Mas com a morte vem a constatação
Sem dor, sem rancor
Apenas a certeza de nada ser igual
Sintonia.Um único pensamento.
Os mesmos planos, os mesmos lamentos.
Era única. Uma grande parceria.
Podem vir outros (as)
Dias alegres sempre existirão
Os segredos podem ser compartilhados
Mas a sensação não.
Incrível como não existe igual
Por mais que eu tente viver...
Impossível ser.
O amor morreu. Já está com o corpo frio no pé da cova.
Mas com a morte vem a constatação
Sem dor, sem rancor
Apenas a certeza de nada ser igual
Sintonia.Um único pensamento.
Os mesmos planos, os mesmos lamentos.
Era única. Uma grande parceria.
Podem vir outros (as)
Dias alegres sempre existirão
Os segredos podem ser compartilhados
Mas a sensação não.
Incrível como não existe igual
Por mais que eu tente viver...
Impossível ser.
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