7 de dez. de 2016
Descarte
Fito a paisagem
Olhar indeciso;
Admiro a névoa que chegou.
As águas correm devagar,
Galhos secos;
Nostalgia que se instala no ar.
Penso e decido deixar o vento levar.
Coração pesado
Nem o tempo vai justificar essa partida.
Voa,
Não precisa mais voltar,
Quero ser leve.
25 de out. de 2016
Nostalgia
Eu queria ter dito adeus
Me despedido daquela menina; olhado nos seus olhos,
e susurrado: Vai dar tudo certo.
Eu Queria ter me preparado melhor.
Queria não sentir esse vazio agora que ela já foi.
Não sentir essa saudade.
Queria entender e acreditar que tudo vai se encaixar novamente.
Ah menina, como você está distante. E que dor me traz a sua ausência.
Dor silenciosa. Sem cura.
Quem dera você voltasse.
Queria abrir os olhos e sentir você aqui.
Queria ser de novo, aquela menina.
Me despedido daquela menina; olhado nos seus olhos,
e susurrado: Vai dar tudo certo.
Eu Queria ter me preparado melhor.
Queria não sentir esse vazio agora que ela já foi.
Não sentir essa saudade.
Queria entender e acreditar que tudo vai se encaixar novamente.
Ah menina, como você está distante. E que dor me traz a sua ausência.
Dor silenciosa. Sem cura.
Quem dera você voltasse.
Queria abrir os olhos e sentir você aqui.
Queria ser de novo, aquela menina.
10 de ago. de 2016
Tóxico
Saiu com a capa sob o rosto.
A chuva se confundia com as lágrimas discretas.
Estava destinada ao fracasso.
Seu coração sangrava e seu pensamento era um emaranhado de idéias desconexas.
Vagando pelas ruas descobriu sua própria sombra e suspirou.
Ela só queria ser real.
Percorreu todo o caminho de volta
tentando descobrir quais os erros fizeram esse momento existir.
Ela sentiu frio. Solidão. Desamparo.
Pela primeira vez estava perdida dentro das suas próprias ruas.
Andava e só encontrava becos sem saída.
Tristeza que não desistia fácil.
Como apagar esse vazio?
Como esquecer a dor que causou?
Ela lutou. Ela tentou.
Mas aquilo não fazia o menor sentido.
Tudo era escuridão. E machucou.
Ela só queria ser livre,
Acabou presa na própria mente.
9 de ago. de 2016
Fulgaz
Olho no olho
Palavras nunca antes ditas
Todos os sonhos e imaginação foram escaneados para fora da mente dele.
Não havia mais timidez.
Tudo que era complicado ficou simples.
Só existia a vontade de falar a verdade. De tocar. De viver.
Por um segundo ele esqueceu de pensar.
Fechou os olhos, sorriu e embarcou naquele trem.
As imagens eram flashs em branco e preto.
Todo o frio do gelo havia derretido pela intensidade do momento.
Boca com boca. Ele a beijou.
Foi rápido. 1 minuto de coração fora do peito. Pulsando.
Um minuto de respiração ofegante.
Um minuto de completa e total entrega.
A calmaria no furacão chamado indecisão.
Um minuto de trezentos e vinte segundos.
Um minuto e acabou.
O trem chegou ao seu destino.
(e era longe dela)
Palavras nunca antes ditas
Todos os sonhos e imaginação foram escaneados para fora da mente dele.
Não havia mais timidez.
Tudo que era complicado ficou simples.
Só existia a vontade de falar a verdade. De tocar. De viver.
Por um segundo ele esqueceu de pensar.
Fechou os olhos, sorriu e embarcou naquele trem.
As imagens eram flashs em branco e preto.
Todo o frio do gelo havia derretido pela intensidade do momento.
Boca com boca. Ele a beijou.
Foi rápido. 1 minuto de coração fora do peito. Pulsando.
Um minuto de respiração ofegante.
Um minuto de completa e total entrega.
A calmaria no furacão chamado indecisão.
Um minuto de trezentos e vinte segundos.
Um minuto e acabou.
O trem chegou ao seu destino.
(e era longe dela)
4 de ago. de 2016
Bom dia
Cortinas fechadas
Sonambulismo mental
Totalmente imersa no vazio de não ser
Sono profundo.
Na luz do dia
Imagens distorcidas
Barulho de TV e buzina
Impossível de ler
Ressaca.
O café quente acalma o sangue frio
Bebo a indiferença.
A rotina. O tédio.
Não foi falta de carinho
Foi o tempo.
São onze horas e
Perdi a mania de você.
29 de jul. de 2016
20 de jul. de 2016
Doce sabor
Hoje acordei livre.
Vou tomar banho de leveza
Me perfumar de você
E continuar correndo. Voando.
No rosto com pouca maquiagem
Apenas um sorriso largo
Lembranças felizes
E um frescor de novidade.
Novas palavras
Novos conceitos
Uma alegria genuína.
Parece que foi ontem que me reinventei.
Mas na verdade foi hoje.
Será amanhã.
Adoro noites que me fazem reinventar. Reescrever. Repensar.
Hoje eu acordei livre
Meu café da manhã foi um sonho cheio de doce.
Na cozinha, sorri e pensei,
Que delícia ser eu.
Vou tomar banho de leveza
Me perfumar de você
E continuar correndo. Voando.
No rosto com pouca maquiagem
Apenas um sorriso largo
Lembranças felizes
E um frescor de novidade.
Novas palavras
Novos conceitos
Uma alegria genuína.
Parece que foi ontem que me reinventei.
Mas na verdade foi hoje.
Será amanhã.
Adoro noites que me fazem reinventar. Reescrever. Repensar.
Hoje eu acordei livre
Meu café da manhã foi um sonho cheio de doce.
Na cozinha, sorri e pensei,
Que delícia ser eu.
15 de jul. de 2016
Monotonia
A surpresa
era pelo simples fato
de ser tão fácil esquecer.
De repente sumiu
a beleza do abstrato.
Mesmo procurando,
não havia mais
a paisagem na janela do carro.
O dia chuvoso, continuou
chuvoso ao te ver.
A vontade de estar perto, passou.
O especial tornou-se igual.
O olhar virou clichê.
Mais um dia sem expectativas.
O interessante era quimera,
Devaneio da imaginação.
Voltamos ao tédio
da vida comum
e das pessoas sem graça.
( o de costume)
era pelo simples fato
de ser tão fácil esquecer.
De repente sumiu
a beleza do abstrato.
Mesmo procurando,
não havia mais
a paisagem na janela do carro.
O dia chuvoso, continuou
chuvoso ao te ver.
A vontade de estar perto, passou.
O especial tornou-se igual.
O olhar virou clichê.
Mais um dia sem expectativas.
O interessante era quimera,
Devaneio da imaginação.
Voltamos ao tédio
da vida comum
e das pessoas sem graça.
( o de costume)
11 de jul. de 2016
Inércia
Um mundo de certezas cheio de dúvidas.
Convicções que não valem a pena.
Um medo de ser o que é.
Palavras que perdem o sentido
Emoção que se desperdiça.
Coração acelerado sem motivo para pulsar.
Abri os olhos e vi que tudo que era real parecia fruto da imaginação.
Imaginação?
Não tinha como não ser o que era.
Mas não foi.
Sem mais, sem menos.
Se foi sincero, não parecia verdadeiro.
Se foi verdadeiro, algo não foi sincero.
Foi vento.
Brisa.
Levou até o brilho no olhar.
Convicções que não valem a pena.
Um medo de ser o que é.
Palavras que perdem o sentido
Emoção que se desperdiça.
Coração acelerado sem motivo para pulsar.
Abri os olhos e vi que tudo que era real parecia fruto da imaginação.
Imaginação?
Não tinha como não ser o que era.
Mas não foi.
Sem mais, sem menos.
Se foi sincero, não parecia verdadeiro.
Se foi verdadeiro, algo não foi sincero.
Foi vento.
Brisa.
Levou até o brilho no olhar.
15 de jun. de 2016
Todos os dias de manhã, antes de abrir os olhos,
gosto de lembrar do seu sorriso.
Adoro quando você me faz rir.
Fico imaginando um dia só nosso.
Um dia cheio de você e de mim.
Cheio de intimidade, conversa, mãos dadas e café.
Poderia ser um vinho também. Café, vinho, chocolate e sorrisos.
Bem clichê.
Clichê com você é divertido.
Antes de dormir, penso em você.
Será que está pensando em mim? Imagino que sim.
Afinal, como não pensar?
Eu não saberia responder...
Gosto de ouvir sua voz, suas idéias e seus pensamentos malucos.
Gosto dessa impaciência disfarçada de pressa.
Gosto da sua rapidez. E dessa insensatez de vez em quando.
Gosto dessa atitude que só você tem de me surpreender.
Você, simplesmente, entende o meu silêncio ( e isso é tão gostoso).
Gosto de não ter que falar.
Você já sabe. Você já lê.
Antes de escrever, penso no seu olhar. Posso mergulhar nele.
Pensar em você é multidão.
É ácido, másculo, excitante.
É inspiração.
gosto de lembrar do seu sorriso.
Adoro quando você me faz rir.
Fico imaginando um dia só nosso.
Um dia cheio de você e de mim.
Cheio de intimidade, conversa, mãos dadas e café.
Poderia ser um vinho também. Café, vinho, chocolate e sorrisos.
Bem clichê.
Clichê com você é divertido.
Antes de dormir, penso em você.
Será que está pensando em mim? Imagino que sim.
Afinal, como não pensar?
Eu não saberia responder...
Gosto de ouvir sua voz, suas idéias e seus pensamentos malucos.
Gosto dessa impaciência disfarçada de pressa.
Gosto da sua rapidez. E dessa insensatez de vez em quando.
Gosto dessa atitude que só você tem de me surpreender.
Você, simplesmente, entende o meu silêncio ( e isso é tão gostoso).
Gosto de não ter que falar.
Você já sabe. Você já lê.
Antes de escrever, penso no seu olhar. Posso mergulhar nele.
Pensar em você é multidão.
É ácido, másculo, excitante.
É inspiração.
10 de mai. de 2016
Disparate
Era branco e preto e eu via todas as cores (Elas estavam lá).
Era uma noite escura, mas claramente nítida.
( Talvez fosse a luz da lua - ou o brilho - dos meus olhos).
Era uma visão distorcida.
O oposto da realidade.
Era tudo muito simples.
Algo corriqueiro, que parecia especial.
Encontro igual, que parecia diferente.
Um erro de percepção.
Era meio doce, mas eu sentia o gosto azedo ( o meu preferido).
Era comum, mas eu via muito mais bonito.
Era palpável, mesmo que abstrato.
Enganou todos os sentidos.
Era o não na constatação.
A imensidão totalmente inventada.
O acaso totalmente planejado.
A inquietude.
A inspiração.
Negação;
A doce / gostosa ( perigosa) ilusão.
15 de abr. de 2016
O café. Um livro.
Um minuto de estranheza.
Barulho cheio de silêncio
Eu cheia de mim. Inteira.
Uma madrugada pra escrever
Uma taça de vinho
Minutos de imensidão
Inspiração.
Olhos fechados, boca úmida
Idéias que dançam como o vento
Imaginação. [ Deliciosa sensação ]
Palavras, devaneios
Escrevo para ter
um mundo só meu.
Escrevo por
Paixão
Solitude
Solidão. [Às vezes me cai bem]
Um minuto de estranheza.
Barulho cheio de silêncio
Eu cheia de mim. Inteira.
Uma madrugada pra escrever
Uma taça de vinho
Minutos de imensidão
Inspiração.
Olhos fechados, boca úmida
Idéias que dançam como o vento
Imaginação. [ Deliciosa sensação ]
Palavras, devaneios
Escrevo para ter
um mundo só meu.
Escrevo por
Paixão
Solitude
Solidão. [Às vezes me cai bem]
7 de abr. de 2016
Contramão
Sabe aquele mundo cinza?
Ela vai mudar de cor
Aquele dia chato?
Ela vai ser o alívio
Sabe aquela certeza?
Ela vai ser a dúvida
E aquela linha reta?
Ela vai ser a curva
Assim, como sempre
sem querer, mas querendo
Devagar, com uma rapidez incrível,
ela vai estar lá.
Vai ficar gravada na memória
povoar seu pensamento
Habitar seus mais profundos sentimentos (aqueles secretos)
Ela vai ser a espera mais gostosa
A visão mais esperançosa
O sorriso mais bonito
Sem que você perceba,
ela vai perturbar os teus instintos,
destruir as tuas convicções,
te mostrar outras emoções.
Ela vai te preencher.
Definido
É a certeza do nada em meio a um turbilhão
É a ausência na multidão
É controverso, é certo.
É a certeza que não há dúvida.
Sem respostas para os por quês
Sem esperança, sem rubor
É o óbvio, sem a menor convicção
É um mar sem sal
A montanha russa sem emoção
A razão sem lógica
É um bem querer sem querer
Uma alegria contida
É aquela ficção
É aquele livro,
Uma estória sem escrever
Aquele desfecho que a gente conhece,
sem conhecer.27 de mar. de 2016
Pequena menina
Menina, sai correndo daí,
deixa esse corpo cheio de marcas e ilusões do passado.
Coloca na mala só as coisas boas,
resgata tua alegria, teu sorriso (é o mais bonito), tua vivacidade.
Colore um mundo que não é teu.
Leva amor para onde acabou.
Faz o que você sabia fazer.
Espalha, contagia.
Menina, não deixa a luz apagar
renasce das cinzas, sacode a poeira.
Vem ver daqui de cima,
a paisagem é cheia de você;
linda, singela, enfeitada.
Corre menina, o tempo passa rápido.
Vem se molhar na chuva
vem ver o sol nascer,
o jardim florescer.
Vem menina, não falta nada.
Vem sonhar novamente,
procurar a estrela cadente,
vem ser quem você realmente quer ser.
Única
Sorridente
Esperançosa.
Ingênua, porém feliz.
Vem pequena, menina, mulher.
Ser o que você nasceu pra ser
Apenas sentir, viver.
(não deixa o brilho morrer).
deixa esse corpo cheio de marcas e ilusões do passado.
Coloca na mala só as coisas boas,
resgata tua alegria, teu sorriso (é o mais bonito), tua vivacidade.
Colore um mundo que não é teu.
Leva amor para onde acabou.
Faz o que você sabia fazer.
Espalha, contagia.
Menina, não deixa a luz apagar
renasce das cinzas, sacode a poeira.
Vem ver daqui de cima,
a paisagem é cheia de você;
linda, singela, enfeitada.
Corre menina, o tempo passa rápido.
Vem se molhar na chuva
vem ver o sol nascer,
o jardim florescer.
Vem menina, não falta nada.
Vem sonhar novamente,
procurar a estrela cadente,
vem ser quem você realmente quer ser.
Única
Sorridente
Esperançosa.
Ingênua, porém feliz.
Vem pequena, menina, mulher.
Ser o que você nasceu pra ser
Apenas sentir, viver.
(não deixa o brilho morrer).
Nós
Nós,
Beijos emoldurados
Cartas amareladas
Bucólica paisagem de outono.
Quarto abandonado,
Nuvem baixa de poeira
Camada densa de indiferença
gota congelada de (des)amor.
Expectativa frustrada
Porta aberta para próxima dor
(prazer, bem vinda, já acabou).
Nós,
Desatam num piscar de olhos.
25 de mar. de 2016
Paradoxo
Se apaixonou pelo jeito maluco de ser.
Escrevia sem ler
falava sem escutar
beijava sem pensar
(escrevia sem pensar, lia sem escutar, beijava sem falar...)
Tinha muitas tatuagens e
adorava um palavrão.
Se apaixonou pela espontaneidade
pelo jogo divertido,
pela animação.
ela certinha, ele intuição.
Se apaixonou pelo cheiro no cangote
o carinho no pescoço,
o beijo no canto da boca
o jeito de tirar a roupa.
Se apaixonou
por não planejar
não questionar
não idealizar.
Ela se entregou (finalmente).
A garota do chapéu branco
Ela planeja
passa dias (e noites) sonhando
traça todos os planos
vive em todos os mundos
procura todas as perguntas
tem todas as respostas (pensa que tem).
Ela rebola
dança a noite inteira
enche a cara de bebida barata
desce até o chão
discute em alemão.
Ela gosta de ler,
decora tudo o que precisa dizer
Mistura inglês com português e
acha que sabe de todas as coisas.
Ela está sempre certa (sempre certa).
Ela é tímida mas adora aparecer
está sempre com pressa mas nunca acorda cedo
Quase sempre é corajosa mas quase sempre tem medo
adora escrever mas nunca tem o que dizer.
Ela é desajeitada
concentrada,
adora rir, adora viver.
Ela é animada,
mimada,
difícil de entender, difícil de esquecer.
Passageiro
Parece um filme que marcou
a música que não para de tocar
o bilhete escondido na carteira.
É esse sorriso meio sem graça
esse olho no olho
esse toque fortúito sem querer.
É tudo isso e nada
Um sim no não
Uma visão na multidão.
Poucas palavras
Razão contra emoção
E um olhar.
Ah, aquele olhar.
a música que não para de tocar
o bilhete escondido na carteira.
É esse sorriso meio sem graça
esse olho no olho
esse toque fortúito sem querer.
É tudo isso e nada
Um sim no não
Uma visão na multidão.
Poucas palavras
Razão contra emoção
E um olhar.
Ah, aquele olhar.
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