29 de jul. de 2016

Ei,
Diz pra ele
Que essa dor meio sem doer
Essa vontade de abraçar
Essa esperança
Essa alegria meio contida
Esse brilho que ainda existe
Esse jeito meio sem jeito
Essa mania de tentar falar,
Tentar esquecer, tentar agradar,
Esse encontro,
É só
saudade.

20 de jul. de 2016

Doce sabor

Hoje acordei livre.
Vou tomar banho de leveza
Me perfumar de você
E continuar correndo. Voando.
No rosto com pouca maquiagem
Apenas um sorriso largo
Lembranças felizes
E um frescor de novidade.
Novas palavras
Novos conceitos
Uma alegria genuína.
Parece que foi ontem que me reinventei.
Mas na verdade foi hoje.
Será amanhã.
Adoro noites que me fazem reinventar. Reescrever. Repensar.
Hoje eu acordei livre
Meu café da manhã foi um sonho cheio de doce.
Na cozinha, sorri e pensei,
Que delícia ser eu.







Degustação


Mineral
Acidez
Tanino
Cheiro de pimenta preta
Você é
o que eu
gosto de
beber.

15 de jul. de 2016

Monotonia

A surpresa
era pelo simples fato
de ser tão fácil esquecer.
De repente sumiu
a beleza do abstrato.
Mesmo procurando,
não havia mais
a paisagem na janela do carro.
O dia chuvoso, continuou
chuvoso ao te ver.
A vontade de estar perto, passou.
O especial tornou-se igual.
O olhar virou clichê.
Mais um dia sem expectativas.
O interessante era quimera,
Devaneio da imaginação.
Voltamos ao tédio
da vida comum
e das pessoas sem graça.
( o de costume)

11 de jul. de 2016

Inércia

Um mundo de certezas cheio de dúvidas.
Convicções que não valem a pena.
Um medo de ser o que é.
Palavras que perdem o sentido
Emoção que se desperdiça.
Coração acelerado sem motivo para pulsar.
Abri os olhos e vi que tudo que era real parecia fruto da imaginação.
Imaginação?
Não tinha como não ser o que era.
Mas não foi.
Sem mais, sem menos.
Se foi sincero, não parecia verdadeiro.
Se foi verdadeiro, algo não foi sincero.
Foi vento.
Brisa.
Levou até o brilho no olhar.