26 de nov. de 2013

Abrigo


Sinto o calor que sufoca,
O cansaço que enfraquece,
A pressão que desanima.
Por que estou dentro dessa caixa? (finjo que não sei...)
Pensamentos enlatados, decisões rotuladas, idéias que não agregam.
Quero sair desse abismo, que no fundo é finito (dá pra ver daqui)
Como uma caixa de dor,
Sem mistério nem flor.
Tenho que abrir esse nó, espiar pela fresta
Derrubar essa parede, sair dessa festa. (Barulho infernal)
Coração apertado,
Corpo  banido... ideal esquecido. 
Quero me entregar, esquecer o jantar 
Viver como indigente, voltar a ser gente. 
Vou sair de lá,
Destruir esse lugar (quebrar tudo)
Passar a borracha, que não vai apagar.
Cabeça doendo, caixa fervendo 
Preciso pular (vamos?)
Achar o hangar
que vai me abrigar (salvar).