29 de jul. de 2012
Em busca de mim
Nunca almejei multidão
Sempre preferi ficar só.
No meu quarto eram apenas
alguns papéis e muitas palavras.
Escrevendo eu vivia em
todos os mundos.
Sozinha, eu tinha
todos os amores.
Conseguia voar sem pensar em voltar
e jogar a minha própria conversa fora.
A solidão sempre me caiu bem.
Tinha a chave da minha alma
e adorava passear por lá.
Tão bom estar cheia de mim.
Dia de princesa ou professora
Dia de ouvir todas as músicas.
Chorava com os pensamentos ruins
E vivia com dor de cotovelo.
Tinha até o meu próprio céu
com luas e estrelas que
costumavam iluminar a minha loucura.
Eu era minha.
Sabia como me agradar e muitas vezes,
O que esperar.
Escrevia longas cartas de amor para
ninguém e adorava me perfurmar pra
dormir.
A solidão era como uma força
Recarregava todas as energias.
Dançava e cantava me olhando no espelho e
ria sozinha por te imaginar.
Contava as horas pra fechar a
porta do mundo lá fora.
Só queria sossego. Ilusão. Emoção.
Era feliz, inocente e com a quantidade
certa de expectativas.
Eu era a minha surpresa.
Dentro de mim, cada dia
podia ser diferente.
Tudo eu podia imaginar.
Qualquer falta era preenchida
por mim.
Aquele eu, me bastava.
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