Se és uma menina, uma mulher.
Aceita-te como és.
Reconhece-te primeiro. Tentar reler tudo aquilo que já escrevestes.
O tempo passou.
O tempo passou.
Certamente não és mais aquela.
Quando foi que parou para te (re)conhecer?
Como sabes o que continua igual dentro de ti?
Como buscar algo novo se tu não sabes o que tens dentro?
Ainda existe medo? Angústia?
O que te faz querer parar? O que te faz querer mover ?
Ainda foges?
O que diz a batida do teu coração?
E essa sensação de falta de ar em alguns momentos. O que ela te fala?
O que é o “ar” que te falta?
Ainda existe coragem? Ou tens que recriá-la?
aceita-te.
Aceita toda a ansiedade e a fragilidade.
Aceita o desespero que a falta de controle te dá.
Reconhece-te. Aceita-te. Acomoda-te.
Acomoda esse vazio, esse anseio, essa inquietude, essa fome.
Acomoda o medo. O frio. A sensação de solidão.
Aceita que tu não és feita só de risos, cores e força.
Mas aceita também que não és triste. Tu não és fraca.
Aceita a tua dualidade.
Relembra o que te faz bem.
Volta a escrever.
Fica em silêncio e escuta.
Escuta
A Tua
Alma.
Fecha os olhos.
você consegue.
Se não hoje,
amanhã.
Todos os dias,
Procura por você.
Aceita-te ,
para se refazer e,
desfazer e,
renascer.
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